Não te julguei, não te julgo nem julgarei... não entendi, não entendo e não sei se tão depressa entenderei...
Amei-te! Essa é a verdade! Amei cada centímetro, cada espaço, cada lugar... amei-te como nunca amei ninguém! Mas, e para já sei que tenho de chorar, e rir, e reclamar e acima de tudo perceber...
sei que tenho de falar... mas é tão complicado! não me ensinaste como seria se um dia ficasse sem ti, não disseste o que fazer...!
Cresci, vou crescer, vou seguir em frente, vou encontrar um caminho, e esse será sem ti! Sabes que sou um bicho do mato, sabes que não vou mostrar os meus sentimentos, sabes que não te vou olhar nos olhos tão depressa...
Sabes que se o fizer vai ser com frieza, que não será como em tempos foi!
Ergui-me!
Acabou-se o não dormir! o não comer! acabou-se o ficar no quarto e não sair...
Foste o primeiro, mas não serás o último!
Vou voltar a ser eu... a insegurança irá passar...
Tenho pena - que tenha acabado, que tenha havido um fim, que tenha sido da maneira que foi... fico triste... fiquei sem saber o que fazer, que rumo tomar... tenho pena que vocês, homens não consigam ver um rabo de saias sem o querer, tenho pena que tenham medo de admitir a felicidade, tenho pena que não saibam viver, amar e deixar que sejam amados... tenho pena que sejam cobardes e que não admitam as coisas...
Não digo que já não gosto de ti, não, não o digo, porque estaria a mentir... mas digo-te que voltarei a ser feliz! um dia! e nesse dia mostrarte-ei o que perdeste!



